Uma cidade de ideias

Aconteceu entre os dias 17 e 20 de maio a Conferência Internacional das Cidades Inovadoras. O coordenador do Departamento Cultural e do projeto Open City, Emerson Bento Pereira, esteve em Curitiba para participar do evento.

Quando se trata do desenvolvimento de cidades, espera-se que a atenção esteja voltada para questões tradicionais como saúde, transporte, educação. Porém, para falar da transformação de municípios em pleno século XXI, as palestras da CICI abordaram Sustentabilidade, Mobilidade, Tecnologia e Interação Social em Rede.

Entre os 203 conferencistas, estavam nomes como o físico austríaco Fritjof Capra, o assessor da campanha de Barack Obama, Parag Khanna, e o urbanista ex-governador do Paraná e ex-prefeito de Curitiba, Jaime Lerner. E ainda que cada um dos palestrantes tivesse experiências em áreas completamente distintas, a importância das relações humanas norteou as discussões. “Ficou claro em todas as palestras, que o aumento das conexões entre as pessoas provoca mudanças sociais mais consistentes e evoluídas, e ao mesmo tempo, ajuda a humanidade a encontrar soluções inovadoras e sustentáveis”, constatou Emerson.

Band na IATEFL 2011

O coordenador de Língua Inglesa e Assuntos Internacionais do Colégio Bandeirantes, José Olavo de Amorim, esteve em Brighton, Inglaterra, para a 45ª Conferência da IATEFL (International Association of Teachers of English as a Foreing Language). O evento reuniu profissionais de mais de 100 países, que puderam acompanhar palestras, workshops e simpósios.

Conhecer os lançamentos e as novas tecnologias disponíveis na área da educação é um dos aspectos que tornam encontros como esse tão importantes para um professor que trabalha com ensino de excelência. O próprio Olavo relata que, ao voltar de viagens desse tipo, traz materiais que nem as próprias editoras conhecem no Brasil e que muitos dos livros adotados no curso de inglês do Colégio Bandeirantes chegam às suas mãos dessa forma.

O professor ressalta que a programação da conferência não apenas contempla o ensino da língua inglesa, mas preocupa-se de forma ampla com a educação, o papel do professor e o relacionamento com o aluno, e nesse sentido destaca a palestra da escritora Sue Palmer, que explorou a forma com que características da sociedade do século XXI afetam o desenvolvimento emocional, físico e cognitivo das crianças.

Olavo Amorim também destaca a oportunidade de trocar ideias e ter um contato mais próximo com escritores e profissionais de muitos países. “Como participo desse tipo de evento há algum tempo, é uma oportunidade de rever amigos do mundo inteiro”, e conclui “apesar das diferenças culturais, percebemos que a preocupação em formar um indivíduo é a mesma”.

Para assistir à palestra de Sue Palmer, mencionada pelo professor Olavo, clique aqui.

Desafios para metrópoles criativas

Durante o século XX, a humanidade presenciou um franco crescimento de suas cidades. Porém, no século XXI ainda existem muitos desafios a serem vencidos não só pela tecnologia, mas pela sensibilidade e a criatividade.

Com o intuito de repensar a situação das grandes metrópoles, a Universidade de Harvard promoveu o Think Tank Revitalizing Cities, evento do qual participaram o professor e coordenador de Geografia, Guilherme de Benedictis, e a coordenadora de Tecnologia Educacional, Sílvia Vampré. Entre os dias 28 e 30 de abril, os coordenadores assistiram a palestras e debates que abordaram diversos aspectos da vida urbana. “As atividades não se limitaram a discutir questões de infra-estrutura, falou-se muito da questão humana, sociedade e qualidade de vida”, afirma Guilherme de Benedictis.

A abrangência das discussões fica clara pela variedade de pontos de vista nas mesas de discussão. Entre os palestrantes, estavam o jornalista Gilberto Dimenstein, o prefeito de Boston, Thomas Menino, o urbanista e ex-governador do Paraná, Jaime Lerner e oficiais da Casa Branca, além de professores de diversas áreas da Universidade de Harvard, intelectuais, artistas, líderes religiosos e ativistas comunitários. “É interessante a participação de especialistas muito bem estabelecidos em suas profissões nesse tipo de discussão. Os americanos crescem com esse senso de fazer alguma coisa em retribuição à sociedade depois de terem atingido certas posições”, comenta Sílvia Vampré.

Segundo os coordenadores, temas como a importância da disseminação de informação e a busca por inovação devem contribuir para diversas atividades do Band, como a aplicação de novas tecnologias e o projeto SPACE e, portanto, as novas visões que conheceram em Harvard serão muito enriquecedoras para as atividades dentro e fora das salas de aula.

Para saber mais sobre o Think Tank Revitalizing Cities, clique aqui.
Para conhecer a programação completa do evento, clique aqui e baixe um arquivo PDF.

Uma visão inédita sobre os jovens

Depois de dois anos, cinqüenta livros lidos e muitas horas de estudo, a professora Fabiana Parra de Lazzari concluiu sua tese de mestrado. “Venho de uma família de mestres e doutores, aprendi com eles que você precisa estar convencido da relevância de seus estudos, para ter a dedicação e o comprometimento que esse tipo de trabalho demanda”, conta a professora. E foi dentro da sala de aula que Fabiana começou a perceber a importância de refletir sobre a relação da juventude com a publicidade, ao observar a forma com quem seus alunos analisam peças publicitárias nas aulas de Redação.

Essa primeira ideia foi trabalhada durante o mestrado até tornar-se “A voz e a vez do jovem: o imaginário de juventude na publicidade brasileira”, uma pesquisa que contempla o contexto sócio-histórico da década de 60 para localizar a emergência do jovem na sociedade, e parte da análise do discurso de propagandas para identificar a linguagem e a imagem construídas para essa juventude. Nas mais de 200 páginas de trabalho, é possível perceber de que forma movimentos como a Tropicália, a Jovem Guarda e a onda de festivais de canção popular ajudaram a construir tipos jovens que se manifestavam em novas marcas, produtos e formas de consumo.

A percepção da pluraridade é um ponto importante no trabalho de Fabiana De Lazzari e para isso a relação com os alunos também foi fundamental. “O profissional que lida com o jovem percebe que não existe ‘o jovem’, mas sim ‘os jovens’. Hoje em dia existe uma visão reducionista que tende a menosprezar a juventude, mas também é um reducionismo a idealização do jovem dos anos 60”, afirma. Não é por acaso que parte dos agradecimentos do trabalho é dedicada a “cada um de meus alunos e ex-alunos (…) porque me fizeram pensar sobre o tema deste estudo, tornando-se, assim, em um processo altamente dialético…professores”.

Fabiana Parra De Lazzari presenteou a biblioteca do Colégio Bandeirantes com uma cópia de seu trabalho. Os alunos e professores estão mais do que convidados a conhecer essa pesquisa, já que “todo autor escreve para ser lido”, como defende a própria professora.