Viver, conhecer e aplicar

O diretor-presidente do Colégio Bandeirantes, educador Mauro de Salles Aguiar, acaba de voltar de uma imersão em pleno deserto do Atacama, no Chile, cujo objetivo foi repensar o capitalismo e seu modo de operação dentro das empresas.  O convite veio do fundo privado de investimentos Tarpon e do consultor do Bandeirantes Prof. José Ernesto Bologna, que mediou o coordenou todo o encontro “Fronteiras Empresariais”.

Como companhia, Mauro contou com cerca de vinte importantes empresários brasileiros das mais diversas áreas além de uma paisagem pitoresca que, segundo ele mesmo descreveu, remetia ao solo lunar ou a algum filme da série “Guerra na Estrelas”.  “Estar imerso naquela natureza única, numa altitude e umidade que impediam qualquer tipo de vida, foi fundamental e inspirador para os objetivos propostos pelos jovens empresários que patrocinaram esse encontro: repensar o sistema capitalista após a recente crise e como isso reflete no dia a dia das empresas, na ética ou mesmo no estímulo aos funcionários”, explicou Mauro.

Os dias entre muita areia, minas de sal, vulcões ativos, gêiseres, exercícios e discussões temáticas permitiram um contato próximo com os colegas empresários de outras áreas; Mauro foi o único convidado do ramo “educação”.  Três pilares temáticos conduziram as discussões do encontro, todos eles intimamente ligados à educação e economia: geração Y (como assim é chama aquela geração que nasceu juntamente com os grandes avanços tecnológicos), Neurociência e  redes sociais.

“A atmosfera era quase mística, sentíamos que estávamos num local onde a vida era algo limítrofe – ideal para se discutir assuntos como sustentabilidade, dentro das temáticas propostas”, contou.

Buscando sempre entender as políticas de educação como um todo, Mauro esteve também recentemente em Washington (EUA), juntamente como vice-presidente do Bandeirantes, Hubert Alquéres, em uma reunião para se discutir políticas públicas educativas para crianças de 0 a 5  anos.

O encontro exclusivo com representantes do CED (Comitee for Economic Development), uma das mais importantes associações empresarias  americanas, foi promovido pelo Ceal (Conselho Empresarial da America Latina), do qual Mauro é membro.  “Tivemos um encontro estratégico para aquisição de know-how nessa área, e apoio de empresas americanas no Brasil”, contou.

“O Bandeirantes entende que tempo e espaço específicos para oxigenação e debate de ideias é algo valioso a todos os profissionais”, explicou Mauro. “Por isso, temos destinado anualmente tempo e recursos à formação continuada de toda a equipe”, completou.

Dom Quixote, com louvor

A professora de espanhol, Giselle Cristina Gonçalves Migliari, concluiu seu mestrado em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-Americana, na Universidade de São Paulo (USP). Gisele optou por estudar o conceituado escritor espanhol Miguel de Cervantes, focando nos poemas de Dom Quixote, a principal obra do autor.


O objetivo inicial, quando começou o mestrado em 2008, era analisar os dez poemas que abrem a obra Dom Quixote. A partir dessa analise, decidiu fazer uma proposta de tradução das poesias, do espanhol para o português. “Precisei escolher uma linha de tradução. Dentre as várias que existem, optei pela tradução como interpretação, adotando a ideia filosófica do perspectivismo”, explicou a professora, que entrou em Filosofia na USP em 2010, para se aprofundar ainda mais no tema. Intitulado de “Dom Quixote: poesia e crítica. Estudo dos versos preliminares de Dom Quixote”, a dissertação de mestrado foi finalizada e apresentada com sucesso em 2012.

Primeiro Socorros para os inspetores

Eles são 26 e estão distribuídos pelos cinco pisos do Colégio Bandeirantes. Trajando calças beges, e camisas polos branca e vermelha, estão sempre animados e dispostos para atender os pedidos de quem os procuram. Eles são os inspetores.

Como parte da política de aperfeiçoamento constante do Bandeirantes, os inspetores passaram por um curso completo de primeiros socorros. Organizado pela empresa Ortopratika, a aula foi orientada por dois médicos e divida em três partes.

A parte teórica (primeira) é realizada com o suporte de uma apostila, descrevendo e ilustrando todas as situações para socorrer uma pessoa. Já a parte prática é realizada com simuladores, como réplicas de um ser humano. A final é uma avaliação com média sete para que os participantes possam ser aprovados e assim receber um certificado.

“Todos os 22 inspetores que fizeram o curso foram aprovados e estão preparados para realizar os primeiros socorros, caso necessário”, comemorou o supervisor de inspetores, Domingos Alves da Silva.