Guiomar Namo de Mello fala para professores

Na sexta feira, dia 22 de junho, a educadora Guiomar Namo de Mello veio ao Colégio Bandeirantes fazer uma palestra exclusiva para os professores. Com o anfiteatro lotado, a experiente educadora contou o histórico da educação no Brasil e destacou o quão importante é a formação de qualidade dos professores.

Graduada em pedagogia pela USP, com mestrado e doutorado em educação na PUC/SP, e pós-doutorado no Institute of Education, da London University, Guiomar é considerada um dos principais nomes da educação brasileira.

Foi Secretária Municipal de Educacão de São Paulo, Deputada Estadual, Presidente da Comissão da Educação na Câmara, entre outros cargos. Hoje ela atua na Direção Executiva da Fundação Victor Civita e faz parte do Conselho Estadual de Educação (CEE), onde é colega do diretor-presidente do Band, Mauro de Salles Aguiar, e do vice-diretor, Hubert Alquéres (presidente do CEE).

A palestrante contou um pouco sobre as políticas educacionais brasileiras no decorrer do tempo. Guiomar falou também da importância do professor no aprendizado de um jovem; e que o primeiro passo para melhorar o ensino é investir na qualificação dos docentes.

“A palestra foi um momento de reflexão e capacitação para os professores. Eles pararam com sua rotina para aprender sobre a história do ensino de maneira mais aprofundada. Ela trouxe os problemas recentes da educação, e mostrou como eles refletem na história”, explicou o coordenador do Departamento de Relações Internacionais e de Língua Inglesa, José Olavo Amorim.

Para muitos, participar da palestra foi a oportunidade de conhecer pessoalmente a educadora Guiomar. “Aprendi muito com ela. O mais importante foi perceber que o ensino, principalmente o público, tem esperança de melhora”, contou o professor de Matemática Ricardo Sabo.

Língua: universo sem fim

Estimulando sempre os professores a atualizar-se, o Band financia cursos dentro e fora do Brasil aos docentes. Foi o que aconteceu com as professoras de Português, Cátia Luciana Pereira e Karla Somogyi, que fizeram pós-graduação na PUC-SP, na área de Língua Portuguesa.

Ambas ambicionavam mestrado, porém decidiram fazer uma pós-graduação lato sensu primeiramente. O curso começou em 2009; durante um ano e meio, Cátia e Karla tiveram aulas que duravam o dia inteiro, todos os sábados. Em 2011, com a apresentação de suas monografias nas quais obtiveram nota máxima, concluíram essa etapa.

Os interessantes assuntos abordados provaram que, por mais que se estude a língua, há sempre aspectos a serem descobertos – é um universo que parece infinito. Karla, por exemplo, apresentou uma monografia sobre a malícia no discurso jornalístico. “Analisei o modo pelo qual o autor utilizava o discurso malicioso para fazer uma crítica em uma crônica”, explicou.

Já Cátia teve como tema a leitura focada no professor. “Quis aprofundar-me nos métodos de ensino, principalmente do professor iniciante. Presenciei o projeto da prefeitura de São Paulo chamado ‘Sala de Leitura’. Também analisei como os professores transmitem seus conhecimentos para os alunos em sala de aula”, contou Cátia.

Sem parar de estudar, as professoras já ingressaram no mestrado, também na PUC-SP, e já planejam suas próximas monografias. Serão mais dois anos e meio de estudos, focados na sempre mutante Língua Portuguesa.

Excelência na Poli

O ex-aluno e agora professor do Bandeirantes, Franco Alves Lavacchini Ramunno, recebeu uma homenagem do CREA-SP(Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo), de melhor aluno do curso de engenharia metalúrgica da POLI-USP, na turma que se formou em 2011. Ele obteve a maior maior média global durante os período em que fez graduação.

Franco encerrou o curso do Band em 2005, e teve que escolher entre grandes faculdades de Engenharia nas quais havia sido aprovado; acabou optando pela POLI-USP, especialmente pela área de Química que a instituição oferecia.

Ao longo da graduação chegou a estagiar no Itaú BBA, mas logo procurou o professor Ricardo Almeida, e acabou sendo chamado para estagiar no Band. Durante essa etapa, recebeu uma bolsa para estudar na Alemanha. “Eu fiquei 7 meses no país, e logo que voltei, na segunda feira seguinte, já estava no Band dando plantão pros alunos”, orgulha-se Franco.

“Sempre tive paixão em ensinar. Tinha que seguir a carreira docente”, disse. Em 2012, ele foi efetivado como professor do Bandeirantes.

“No primeiro ano da Poli, vi que eu já conhecia muitas matérias. Enquanto muitos dos meus colegas aparentavam ter dificuldade com alguns assuntos, para mim foi como uma revisão, já que estudei no Band”, concluiu.

Uso de tecnologia é destaque em Portugal

A coordenadora de tecnologia educacionais, Cristiana Mattos Assumpção, foi para a cidade do Porto, em Portugal, participar do congresso de EDEN (European Distance and E-Learning Network), que reúne as principais instituições de ensino superior e pesquisadores. O evento, que durou três dias, recebeu representantes de mais de 40 países.

O Congresso tinha o foco na crise econômica e em como as universidades devem formar seus alunos para a realidade europeia, de envelhecimento da população e a pouca qualificação da mão de obra. Assim, os participantes da Conferência deveriam mostrar soluções para o futuro.

Cristiana teve seu trabalho, sobre as tecnologias na escola e seu impacto sobre a educação, aceito dentre os 64 apresentados por educadores; somente 10 foram selecionados para que oficinas de uma hora e meia fossem ministradas.

Com a sala lotada, a professora falou sobre as cinco tecnologias que estão entrando no universo da educação, que são as mídias sociais, os tablets, os aplicativos móveis, a realidade 3D e o Kinect e como o Band lida com todas elas, de forma crescente.

Muitos presentes sentiram-se entusiasmados com o Bandeirantes e a construção de possíveis parcerias. “O vice-presidente do Congresso quer começar um projeto com colégios, e viu que o Bandeirantes é uma instituição de ponta com a qual seria muito bom celebrar uma parceria”, contou Cristiana. “O reitor da Universidade do Porto também se entusiasmou. Ele já conhecia o Bandeirantes, pois havia pesquisado as melhores escolas de língua portuguesa no mundo”, concluiu.”