Novas fronteiras para a arte no Band

Claudia Di Ferreira Ayoub, professora de arte do Band, parte em breve para fazer seu curso de mestrado na NYU (New York University), nos Estados Unidos. Por motivação pessoal e estimulada pelo Band, Claudia escolheu a Universidade por seu mérito acadêmico e por ser uma das únicas que oferece um curso de mestrado com foco em performance artística.

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Ex-aluna do Bandeirantes e agora atuando como professora, Claudia conta o quanto o incentivo do colégio, desde sua época como estudante, a ajudou em sua jornada. “Acho que o Band tem essa coisa do ‘Yes you can’, ou seja, de sempre te lembrar que você consegue, que você vai atingir as suas metas, independente da área em que está”, explicou. Formada em Artes Visuais pela Faculdade de Belas Artes, descobriu sua afinidade por performance e linguagens do corpo, tendo como inspiração pensadores como Foucault e Jung, que ressaltam a importância da linguagem não verbal e destacam o corpo como expressão de poderes e de saberes que se articulam de forma estratégica na história da sociedade ocidental. Logo a performance se tornou um foco profissional.

Ao entrar no Band como professora, Claudia começou a pensar em projetos para os alunos para um melhor aprendizado e compreensão da performance. A ida da professora a Nova York é parte da proposta de investimento na formação continuada de professores do Bandeirantes.

Para o coordenador de Artes João Epifânio Regis Lima, as artes desempenham papel fundamental na formação plena do estudante e, por isso, o Colégio investe tão fortemente em projetos curriculares e extracurriculares nessa área. “A ideia central por trás disso é proporcionar aos alunos estímulos diversos, de natureza inusitada e tirando proveito da liberdade característica da arte, para que o aluno adquira e desenvolva aptidões e habilidades que lhe proporcionem uma gama maior de recursos de natureza cognitiva e afetiva para diagnosticar melhor e buscar encontrar saídas criativas para os desafios acadêmicos e do dia a dia”, disse.

“Complementando, servindo, e jamais concorrendo com as demais disciplinas, a arte é capaz de estimular positivamente uma mentalidade, auxiliando o nosso projeto pedagógico no melhor alcance que nos for solicitado, viabilizado e autorizado”, explica o Prof. José Ernesto Bologna, psicólogo e consultor do Bandeirantes, que tem apoiado o grupo de Arte – criado com o objetivo de formular a arquitetura e o design do papel da arte na educação, implementando-a como uma das fontes da visão transdisciplinar que caracteriza as novas demandas da educacionais.

O reflexo desse trabalho é que, muito além do curso propriamente dito, o aluno acaba entrando em contato com a arte em suas diferentes instâncias em seu dia a dia além da parede digital instalada no pátio, que expõe vídeos e diferentes obras e incita o interesse pela arte de forma sutil, novas telas em branco foram posicionadas próximas às salas BS1 e BS2, nas quais os alunos poderão em breve desenhar e exercitar sua criatividade.

“Assim, o Bandeirantes oferece a seus alunos, além do curso curricular de Artes, uma série de projetos e atividades extracurriculares (pintura, xilogravura, fotografia, música e tecnologia, filosofia e história da arte), dentro e fora de suas dependências. Para além de seus muros, o Colégio tem firmado parcerias com museus e centros culturais da cidade”, conclui Regis.

Band participa de conferência internacional sobre álcool

O professor de CPG e orientador educacional Antônio Cesar Pazinatto compareceu ao 16th Alcohol Policy Conference, em Washington D.C., evento que visa discutir e disseminar a necessidade de uma reforma política mundial em relação ao álcool. “Estar com essas pessoas [importantes pesquisadores da área] e poder ouvi-las foi muito importante não só para o meu trabalho de pesquisa, mas também para o trabalho desenvolvido pelo Colégio nas aulas de CPG. Sem dúvida uma experiência inesquecível” comentou o professor.

Prof. Cesar Pazinatto

Prof. Cesar Pazinatto

Desde 1981, o a Alcohol Policy Conference promove o encontro de diversos profissionais e pesquisadores relacionados ao tema do consumo e da venda generalizada do álcool em escala mundial, explorando o progresso no caminhar das políticas do álcool em seus vários níveis. Responsável pelo projeto “Propagandas esportivas nas Redes Sociais”, componente de um projeto de pesquisa maior da UNIFESP (“As propagandas de bebidas alcoólicas associadas com esportes e a relação com o público jovem”), Cesar ficou sabendo do evento por meio da Dra. Ilana Pinsky, sua orientadora nesse trabalho, que foi convidada para participar da mesa redonda “Alcohol policy perspectives from Brazil and China”. Apesar da decisão de última hora, Cesar conta que não ficou surpreso com o “apoio irrestrito” do Colégio em relação à sua participação no evento. “Antes de trabalhar aqui sempre admirei o incentivo que o Bandeirantes dava para formação continuada de seus profissionais. Foi especial sentir isso na prática”, explicou.

Além de se dizer muito satisfeito com o evento como um todo, Cesar reconhece a oportunidade única de conversar com pesquisadores renomados como o Dr. Tom Babor e a Dra. Sally Casswel autores do livro “Alcohol: No Ordinary Commodity” e principalmente com o Dr. David Jernigan, uma referência no monitoramento das estratégias de marketing da indústria do álcool.

Mauro Aguiar participa de Fórum sobre emergentes

É comum pensar que os países membros do acrônimo BRICS (Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul) trazem consigo um perfil social e desafios idênticos, para se tornarem parte do hall dos países desenvolvidos. “A Índia é uma sociedade muito complexa, difícil de ser comparada. No campo da Educação Básica pude comprovar o que já pensava: o Brasil tem caminhado muito bem dentro dos Brics. Principalmente depois de 1995, que tivemos que correr atrás do descaso com relação à Educação Básica em praticamente todo o século XX ”, contou o Diretor- Presidente do Bandeirantes, Mauro de Salles Aguiar, após retornar da Índia, onde participou do Fórum “The New Constellation of Growth in Economy”, em Nova Déli.

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O evento, fechado para governos e empresas, foi organizado pelo grupo “The Growth Net”, associação de empresas ligada ao CEAL (Conselho Empresarial da América Latina), do qual Mauro Aguiar é membro, responsável pelo pensamento
em questões de educação e capital humano levantadas pelo grupo.

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Algumas lideranças da equipe organizadora do “The New Constellation of Growth in Economy” também estão envolvidas no Fórum Econômico Mundial que acontece anualmente em Davos (Suíça); assim, o evento teve um padrão semelhante a esse, e o comparecimento de autoridades e grandes empresários do mundo inteiro.

Mauro Aguiar proferiu palestra sobre capital humano no Brasil, em sessão plenária. “Procurei demonstrar que o Brasil já passou pela transição demográfica. Não tem mais reserva demográfica para, ao incorporá-la a economia industrial e de serviços urbana, aumentar a produtividade. Agora, apenas nos resta aumentar a produtividade do capital humano através da educação”, explicou. “Sou admirador da visão desenvolvida pelo professor Samuel Pessoa, da FGV do Rio, e ex-aluno do Band, de como nossa mão de obra ficou fragilizada”.

Chamou sua atenção o quão participativa e incisiva foi a plateia durante os debates. “Os presentes perguntavam muito; questões pertinentes e até provocadoras”, disse.

A Índia é um dos países cuja economia vem crescendo substancialmente no mundo, mas que encontra barreiras estruturais, educacionais e sociais que maculam um pleno desenvolvimento e uma aproximação das grandes potências. O país tem 1 bilhão e 200 milhões de habitantes aproximadamente; 40% deles ainda não têm energia elétrica. “Há pólos acadêmicos de ponta na área de tecnologia, mas a Educação Básica ainda deixa a desejar. Além disso, somente 4% da população fala inglês; em números absolutos é muita gente, mas não se relativizarmos”, contou.

A vivência de uma semana em Nova Déli foi uma experiência enriquecedora para Mauro. “Durante uma visita pela velha Déli em um típico ‘tuk-tuk’, pude constatar muita pobreza, e um estilo de vida diferente do que estamos acostumados no Ocidente. A começar pelo trânsito caótico. Já a parte nova da cidade se assemelha muito a Londres: grandes parques e estruturas da época da presença inglesa. Em comum, a espiritualidade, presente do ministro ao motorista do táxi”, descreveu.

Paralelamente ao evento principal, Mauro Aguiar organizou um café da manhã com o embaixador brasileiro na Índia, Carlos Duarte, e o Primeiro Secretário Leonardo Onofre de Souza, junto à delegação brasileira – Ingo Plöger (Presidente do CEAL); Celina Ramalho (Professora da EAESP/FGV) e Marcelo Furtado (Diretor do Greenpeace Brasil). “Foram aqueles encontros que valem tanto quando o evento em si; as relações Brasil- Índia foram bastante discutidas, as questões de fontes de energia, bem como as semelhanças e diferenças entre os países”, disse.

“Voltei ao Brasil com a sensação de alegria por viver em um pais livre e poder expressar com clareza e sinceridade nosso panorama macro-econômico e educacional para o resto do mundo. Presenciei falas de países em desenvolvimento que eram “propagandistas”, amarradas com o governo. O Brasil tem uma democracia e instituições mais sólidas que China, Índia, Rússia e África do Sul, por exemplo; isso é fundamental para um desenvolvimento saudável”, concluiu.

Novas fronteiras para o ensino

Com uma crescente necessidade de discutir o futuro e os novos rumos da educação em meio a tantas novas tecnologias e meios de comunicação, é mais que necessário que os profissionais do ramo educacional e tecnológico tenham um espaço para por em pauta esses assuntos e discutí-los de forma mais elaborada e frutífera. Foi com isso em mente que o Diretor de Tecnologia do Band, Sérgio Américo Boggio, compareceu ao XI Congresso Brasileiro de Gestão Educacional & III Congresso Internacional de Gestão Educacional, o GEduc 2013.

Diretor de Tecnologia, Sérgio Américo Boggio

Diretor de Tecnologia – Sérgio Américo Boggio

O tema principal das discussões propostas pelo Congresso, e abordado pelo diretor, é a adaptação da educação para as exigências do dinamismo e inovações no mercado de trabalho. “É preciso que as escolas comecem a abandonar cada vez mais esse modelo de padronização excessiva no ensino, que já está saturado”, comentou Boggio. A chamada “educação 3.0”, nas palavras do diretor, “é aquela que permite à instituição um melhor aproveitamento das diferenças intelectuais e de habilidades entre os diferentes alunos que chegam ao colégio, de forma a prepará-los da maneira mais adequada para um mercado que tem todo um leque novo de opções para aplicar essas habilidades”.

Um dos principais desafios para a aplicação efetiva das mudanças no ensino é balancear o triângulo aluno/pais/colégio. “É preciso estabelecer metas e prazos de cumprimento para colocar essas mudanças em prática, e ao mesmo tempo conciliar aquilo o que a escola consegue fazer, o que o aluno se interessa em fazer e o que a família decide apoiar”, explicou. Além disso, ainda há uma necessidade muito grande em conscientizar, em escala nacional, a necessidade dessas mudanças, para que cada vez mais as instituições de ensino possam proporcionar ambientes livres e dinâmicos para o ensino que, além de contemplar um ensino de qualidade para seus alunos, conte com uma compreensão e apoio de suas famílias.