Prof. Fábio Caceres conclui mestrado na UFSCAR

O professor Fábio Caceres, de Matemática, completou o mestrado na UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos). O tema foi a contribuição da história da Matemática para tornar o ensino da Geometria mais cativante.

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A base para a sua tese foi o ‘Aqueduto de Eupalinos’, construído na Grécia no século VI a.c com princípios da geometria plana. O túnel é tido como um dos grandes feitos da engenharia, o que motivou o professor trabalhar com estudantes do 8.o ano para recriar um pequeno modelo em sala e ensiná-los sobre o conteúdo envolvido na sua construção.

“Eu contei a história do aqueduto para os alunos, para reforçar os conceitos de Geometria e adaptei esse problema real para a sala de aula”, afirmou o professor.”Nós, então, usamos uma mochila para simular uma montanha e sem retirar a mochila, os alunos tinham que pensar como poderiam ser escavadas duas frentes opostas para elas se encontrarem no meio. Essa era a grande proposta”, completou.

Para Fábio, o resultado da atividade foi positivo. “Foi bem cativante, os alunos gostaram e se mobilizaram para entender os conceitos que eles já tinham aprendido. Eles também viram a utilidade prática do conteúdo trabalhado em Geometria”, comentou.

Além disso, o professor destaca o impacto do Mestrado no modo de dar aula. Para ele, a experiência o fez entender melhor métodos para conduzir o aluno à solução de problemas que permitem o protagonismo do estudante.

Três jovens professores concluem mestrado

Neste ano, os professores Carolina Zambrana e Franco Ramunno, de Química e Renato Villar, de Laboratório de Física, completaram a formação de mestrado. Os três jovens mestres completaram o curso na área de Engenharia.

Carolina, Franco e Renato

Carolina, Franco e Renato

Carolina fez o mestrado na POLI (Escola Politécnica da USP) em Engenharia Química. A tese defendida por ela tinha como base a regeneração de carbono ativado contaminado por pesticidas, através do POA (Processo Oxidativo Avançado). Para a professora, a experiência, dentre outros aspectos, ajuda na Feira de Ciências. “Ter o contato com a universidade, saber escrever um relatório científico, saber onde pesquisar, quais fontes são confiáveis, são fatores que me auxiliam como orientadora na Feira de Ciências”, declarou.

Já Franco, formado no Colégio em 2005, realizou o trabalho voltado para a reciclagem de celulares, também em Engenharia Química na POLI. O objetivo de sua dissertação foi indicar métodos de recuperação de metais presentes na placa de circuito impresso do celular. “Foi uma experiência muito rica, primeiro porque o tema em si é interessante. Só no Brasil existem mais de 200 milhões de celulares, estudar como recuperar esses materiais tem aplicação imediata”, contou. “Além disso, os metais são tóxicos, então, o descarte normal pode contaminar o solo, a água, o ar… tem uma questão ambiental envolvida”, completou.

Por fim, Renato, formado pelo Band em 2004, conta que se tornou mestre pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL), região de Poços de Caldas (MG), na área de Ciências e Engenharia Ambiental. Seus estudos foram em Física e Matemática aplicadas na Biologia. A proposta era de modelagem de crescimento de uma população biológica, levando em consideração seus fatores limitantes. “A aplicação direta foi reflorestamento: Qual era a melhor distância para colocar entre árvores no reflorestamento de uma região de modo que elas não se afetem, nem que tenha espaço perdido”, afirmou.

De acordo com os três, o mestrado ainda é importante para proporcionar um contato direto com a universidade e o método de pesquisa. Para eles, esse contato ajuda a abrir portas e expandir horizontes do próprio Colégio. “Acho que também traz as inovações que a universidade está continuamente pesquisando”, finalizou Carolina.

Professores na Conferência da NSTA

Entre os dias 12 a 15 de Março, o Bandeirantes marcou presença na Conferência da NSTA (National Science Teachers Association) realizada em Chicago, Estados Unidos, este ano. Compareceram ao evento, os coordenadores Ricardo Almeida, de Química e Cristiana Mattos, de Ciências e Laboratório de Biologia, junto aos professores Franco Ramunno e Mariana Lorenzin,  de Química e Ciências e Laboratório de Biologia, respectivamente.

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O NSTA é uma importante conferência anual que reúne mais de 10.000 professores da área de Ciências, além de empresas relacionadas à educação. A cada edição, os melhores trabalhos das conferências regionais do ano anterior são apresentadas junto com trabalhos de educadores de fora dos Estados Unidos.

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“Neste ano, nós não só assistimos às palestras e visitamos o hall de exibição  mas tivemos a oportunidade de apresentar um trabalho desenvolvido pela Equipe de Química com alunos da 1.a série”, explicou Almeida. Sob o título de “Enhancing Visual-Spatial Ability Through Chemistry – from Physical Models to Apps”, os professores que participaram da sessão puderam experimentar a construção de um modelo físico de um tetraedro.

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Também foram compartilhados com os ouvintes da palestra os resultados da dissertação de Mestrado do prof. Almeida, que estudou o efeito da realização desta atividade sobre a habilidade viso-espacial dos alunos. Os professores puderam construir um modelo de molécula tridimensional como os alunos da 1.a série construíram no Colégio para a disciplina de Química.

Ampliando as fronteiras da educação

Buscando experiências concretas e bem sucedidas, a Gerente de Planejamento Estratégico, Helena de Salles Aguiar, viajou para San Diego, San Francisco, Boston e Nova York, nos EUA, para conhecer diferentes modelos de ensino.

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As escolas visitadas se destacam devido ao ótimo resultado nas provas do SAT e em outras provas estaduais, que são os principais meios de entrada das universidades americanas.

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Durante a viagem, Helena buscou “a fórmula secreta perfeita da educação”. Ao longo das doze instituições visitadas, ela identificou características semelhantes e recorrentes como a valorização do conteúdo, o bom comportamento dos alunos e ótimos professores.

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Muitas das escolas visitadas adotam o método blended learning, baseando-se em um ensino com diversas atividades acontecendo ao mesmo tempo em uma mesma sala de aula, e também online. Além disso, a maioria das instituições são do tipo charters schools, que são basicamente escolas públicas, mas com administração interna independente e comunitária. Outro ponto observado foi a unanimidade da utilização de espaços de maker space, como o HUB do Band.

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Helena comentou sobre a necessidade de se estar sempre aberto ao que acontece no mundo no âmbito educacional. “É uma excelente oportunidade para se ter inspiração, reconhecer o que já estamos fazendo e valorizar aquilo em que somos pioneiros”, explicou.

Educadores visitam Inhotim

No mês de maio, um grupo de professores e coordenadores do Band organizou uma visita ao Instituto Inhotim, instituição de referência na Arte Contemporânea e detentor de um gigantesco jardim botânico. Localizado na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, a visita, que teve como objetivo apresentar aos professores o Instituto, também serviu para o estudo de possíveis visitações dos alunos. A Arte é um dos pilares acadêmicos do Bandeirantes, como instrumento de educação e auto-conhecimento; o Colégio investe constantemente em capacitações e experiências no campo.

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Inhotim caracteriza-se por oferecer um grande conjunto de obras de arte, expostas a céu aberto ou em galerias temporárias e permanentes, espalhadas por um ambiente de natureza presente e atuante nas obras e na paisagem, que conta com um grande e elaborado jardim botânico. Além disso, desenvolve também pesquisas na área ambiental, ações educativas e um significativo programa de inclusão e cidadania para a população do seu entorno, tornando a visita ao espaço muito mais que uma breve passagem por um museu. Seu acervo artístico abriga mais de 500 obras de artistas de renome internacional, enquanto seu jardim botânico conta com mais 1.400 espécies de vegetais naturais da área e implantados para o paisagismo.

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O Coordenador de Arte, João Epifânio Régis Lima, conta o quão rica foi a experiência de visitar o Inhotim em companhia do grupo de professores. “Acabou sendo uma imersão interessante ali: vários professores de arte visitando a exposição e trocando informações e experiências, de forma que todo mundo aprendia com todo mundo”, comentou.

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O Coordenador do Departamento Cultural Emerson Bento Pereira, que acompanhou a visita, confirma que já está sendo estudada a possibilidade de visita com os alunos ao Instituto, com sua primeira realização em 2014. A presença dos alunos, além de lhes garantir a experiência única de visualizar de perto as obras e a beleza dos jardins, é imprescindível para que se trabalhe a interdisciplinaridade entre essas duas áreas (Arte e Botânica), tanto de forma direta (presencial), quanto indireta (em sala de aula). “Inhotim oferece uma ocasião de exercício de interdisciplinaridade que é única; além de aprender sobre as duas áreas, o aluno pode estabelecer vínculos entre as obras e o ambiente e compreender esse diálogo” explica Régis.

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